Eu quero desaprender para aprender de novo.
Raspar as tintas com que me pintaram.
Desencaixotar emoções, recuperar sentidos.
Rubem Alves
Na pré-história (9000 a.C. a 6500 a.C.) os
homens desenhavam animais, representando suas caçadas, porém no santuário de
Trois Frères em Montesquieu-Avantes, na província de Ariège, na França, foi
encontrada uma figura que se associa a uma figura humana, coberta de pele de
bisão e máscara de rena ou cervo; seu corpo reproduz movimentos de uma dança,
com braços, pernas e troncos flexionados de forma que conduzem a tal
representação. Presume-se ser um ritual de dança sagrado. Este
painel reproduz uma das gravuras encontradas na França, aqui é possível
observar a figura de vários animais, representando as caçadas, indispensáveis
para a sobrevivência, porém entre eles, uma das imagens assemelha-se a um
homem.
Foto: A. Sieveking Os artistas das cavernas.
A arte sempre esteve presente nas representações das sensações humanas, desde rituais de nascimento à morte, de adoração aos deuses e fenômenos da natureza.
Acredito que a arte seja o caminho para despertar o interesse pela vida, de provocar sensações e gerar interações.
A dança, desenhos, reprodução de sons, exploração de formas, entre outros, são fontes de percepção do ambiente, a criança aprende com aquilo que gosta, que seja significativo; Wallon fala da afetividade como meio de aprendizagem; e a arte permite explorar diversos recursos para que esta se manifeste!
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